sábado, 31 de outubro de 2015

A Palavra Mágica - Coletânea Carlos Drummond Andrade

Sinopse

Destinada prioritariamente ao público jovem, a obra integra a "Coleção Mineiramente Drummond", que pretende apresentar a este público toda a simplicidade e beleza das palavras de Drummond. O volume apresenta uma compilação das poesias do escritor, considerado um dos maiores gênios da literatura brasileira. Reúne ainda os poemas mais conhecidos do escritor mineiro, entre eles "Amar", "Memória" e "José". Deste último, são famosos os versos: "E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? E agora, você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? E agora, José?". 
Descrição do produto e ficha técnica
Coleção: Mineiramente Drummont
Título: A Palavra Mágica
Autor: Carlos Drummond de Andrade
Editora: Record
Edição: 1
Ano: 1997
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 140 páginas
ISBN: 85-0104-880-1
Peso: 180g
Dimensões: 210mm x 140mm

SHABUSH E OS TRES FIOS MAGICOS - SHAH, AMINA


Contos árabes recolhidos através da trdição oral ancestral. 

Nestes contos, tudo é simples e extraordinário: As personagens, seres humanos rodeados por gênios fantásticos, os enredos imprevisíveis e caprichosos como o destino, os temas eternos e universais como o amor, o poder, a justiça e o próprio entendimento entre os homens.

Atenção especial para o belo conto: Yunus e o poço da doçura

Editora: KADYC
Edição: 1ª Edição - 1999
Número de Páginas: 62
Acabamento: BROCHURA

Nunca seremos tão felizes como agora - Fernando Koproski


Sinopse


O amor parece já ter sido abordado de todas as maneiras pela poética moderna. Justamente por isso Nunca seremos tão felizes como agora causa surpresa e admiração, pois consegue renovar o tema, trazendo um frescor à forma de escrever a paixão. Fernando Koproski encara a beleza e as dificuldades das relações amorosas inserido-as nas peculiaridades da vida contemporânea.

MUITO RUIM, NÃO RECOMENDO

OS VESTÍGIOS DO DIA - Kazuo Ishiguro

O mordomo Stevens viaja pelo interior da Inglaterra para se encontrar com a Srta. Kenton uma antiga governanta do solar de Lord Darlington, Sua Excelência. Durante a viagem vai relembrando fatos de 1920 ao fim da Segunda Guerra Mundial. Através destes fatos vamos conhecendo o seu comportamento, a sua lealdade, a sua äusência¨ de emoções,o seu profissionalismo, os seus questionamentos e a ¨dignidade¨que tanto preza. Tudo isso numa prosa melancólica mas de uma beleza sem par.Acaba-se a leitura com um sentimento de gratidão para com o autor por nos ter proporcionado algo tão belo.

O romancista Kazuo Ishiguro nasceu em Nagasaki, Japão, mas aos seis anos emigrou com a família para a Inglaterra. Os seus pais planejavam voltar ao seu país, mas por diversas circunstâncias foram ficando, e Kazuo cresceu sobre a influência das duas culturas. Na sua adolescência sonhava ser um músico, actuando em vários clubes e enviando gravações a várias editoras. Sendo rejeitado por estas, e não tendo futuro com a musica, decide dedicar-se à escrita. Estudou nas universidades de Kent e East Anglia, no curso de ´escrita criativa´ que o escritor Malcolm Bradbury estabeleceu e no qual era ainda professor. Ishiguro define-se como sendo um escritor que deseja escrever novelas internacionais.
Antes de escrever os seus aclamados romances, Ishiguro publicou vários contos e artigos em revistas, na década de 1980.
A sua obra foi traduzida em mais de 28 países. 

Objecto Quase - José Saramago

Descrição do livro

Publicadas pela primeira vez em 1978, essas seis narrativas breves e tensas evidenciam as raízes do maravilhoso em Saramago.
Absurdas, líricas, irônicas, elas traduzem um capitalismo em agonia, atmosfera de fim de linha, de sociedades em que os bens de consumo circulam às expensas da própria vida. Daí a escrita que se move em ciclos, emulando ritmos alternados de crise e prosperidade, parodiando a circulação também incessante, distanciada e sem sentido das mercadorias. E, apartada do mundo, a consciência elabora sua vingança. Talvez a maior de todas seja a linguagem, que se destina a ferir e referir as coisas a distância. Daí o permanente poder de crítica desses escritos, capazes de fundir, com extrema habilidade e conhecimento de causa, o poético, o político.



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CAIM - José Saramago


Neste livro, a força narrativa do escritor português é mais uma vez manifesta; e quando falo de “força narrativa” me refiro mesmo à forma como Saramago escreve suas histórias, como se dissesse ao leitor: – sente-se aí, acomode-se e agora ouça o que eu tenho para te contar. Então, numa cadeia de eventos correlacionados pela brilhante forma de compor o romance, quem o lê é levado por reflexões e refinadas ironias, como esta: “Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de…”.

Em Caim, o autor passa o primeiro um quarto do livro contando a história de Adão e Eva do Éden até o momento pós-expulsão. A partir daí, a história centra-se em Caim, desde a morte de Abel, até o que seria uma “vingança contra Deus”. Passando em fluxos temporais tragicômicos, Caim interage com personagens bíblicos como: Noé, Abraão, Ló, Jó, Moisés e Josué; além da questionável figura de Lilith, adequando o mito ao contexto.

“A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele”.
Um pouco diferente do que foi apresentado em O Evangelho segundo Jesus Cristo, a figura divina em Caim soa mais como um chefe “atrapalhado”; o que serve bem ao propósito saramaguiano de questionar a tirania divina imposta pelas religiões.

Ao lado de As Intermitências da morte, passarei a indicar este livro a quem deseja começar a ler as obras de José Saramago; por serem rápidos e servirem bem a vários tipos de leitores; desde aqueles que leem para se entreter aos que gostam de ser desafiados a se questionar e pensar; e, sim, também àqueles que gostam das duas coisas juntas.

Deixo um trecho dos mais irônicos do livro, onde um anjo, enviado do senhor, tenta se justificar a Caim por que se atrasou.

“Sinto muito ter chegado atrasado, mas a culpa não foi minha, quando vinha para cá surgiu-me um problema mecânico na asa direita, não sincronizava com a esquerda, o resultado foram contínuas mudanças de rumo que me desorientavam, na verdade vi-me em papos-de-aranha para chegar aqui, ainda por cima não me tinham explicado bem qual destes montes era o lugar do sacrifício, se cá cheguei foi por um milagre do senhor, Tarde, disse caim, Vale mais tarde que nunca, respondeu o anjo com prosápia, como se tivesse acabado de enunciar uma verdade primeira, Enganas-te, nunca não é o contrário de tarde, o contrário de tarde é demasiado tarde, respondeu-lhe caim. O anjo resmungou, Mais um racionalista…”.


ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA - José Saramago



Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma "treva branca" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.
O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar "a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: "uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos".


Thérèse Raquin - Émile Zola

Thérèse Raquin (1867), romance do escritor francês Émile Zola, é considerada a obra inaugural do naturalismo literário. Ao ser publicada, foi severamente repudiada pela crítica literária especializada. Segundo um dos críticos:
Estabeleceu-se há alguns anos uma escola monstruosa de romancistas, que pretende substituir a eloqüência da carnagem pela eloqüência da carne, que apela para as curiosidades mais cirúrgicas, que reúne pestíferos para nos fazer admirar as veias saltadas, que se inspira diretamente do cólera, seu mestre, e que faz sair pus da consciência. (…) Thérèse Raquin é o resíduo de todos esses horrores publicados precedentemente. Nele, escorrem todo o sangue e todas as infâmias… (Ferragus).
Entretanto, o escândalo provocado por Thérèse Raquin entre os críticos trouxe um resultado inesperado: serviu de propaganda aos ideais naturalistas do romance, colocando a recém-nascida escola literária em voga. Sob esse pretexto, a obra obteve uma nova edição no ano seguinte, acompanhada por um prefácio, no qual Zola defende as máximas do naturalismo literário: a necessidade de realizar uma análise científica minuciosa da alma humana, sem idealizações morais. Dessa maneira (nas palavras do próprio Zola) cada capítulo constitui o estudo de um caso curioso de fisiologia
Fragmento do prefácio da segunda edição de Thérèse Raquin
"Em Théresè Raquin, eu quis estudar alguns temperamentos. Eis aí todo o livro. Escolhi personagens soberanamente dominados por seus nervos e sangue, desprovidos de livre-arbítrio, levados a cada ato de suas vidas pelas fatalidade da carne. Thérèse e Laurent são humanos brutos, nada mais. (...) Começamos, espero, a compreender que meu objetivo foi científico."



sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Germinal - Émile Zola


Um dos grandes romances do século XIX, expressão máxima do naturalismo literário,Germinal baseia-se em acontecimentos verídicos. Para escrevê-lo, Émile Zola trabalhou como mineiro numa mina de carvão, onde ocorreu uma greve sangrenta que durou dois meses. Atuando como repórter, adotando uma linguagem rápida e crua, Zola pintou a vida política e social da época como nenhum outro escritor. Mostrou, como jamais havia sido feito, que o ambiente social exerce efeitos diretos sobre os laços de família, sobre os vínculos de amizade, sobre as relações entre os apaixonados.

Germinal é o primeiro romance a enfocar a luta de classes no momento de sua eclosão. A história se passa na segunda metade do século XIX, mas os sofrimentos que Zola descreve continuam presentes em nosso tempo. É uma obra em tons escuros. Termina ensolarada, com a esperança de uma nova ordem social para o mundo.


Adaptada para leitores jovens, esta edição é complementada por textos de apoio sobre a vida de Zola e sobre o contexto histórico e literário de suas obras. As ilustrações são de Odilon Moraes.

Título de Acervo Básico segundo a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ 2000, categoria tradução/jovem




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O lobo da estepe – Hermann Hesse

O lobo da estepe – A primeira parte do livro e o pesadelo do lobo Haller, sua depressao e sua incapacidade de se comunicar, que esta na base da crueldade e da autodestruicao. Na segunda parte, Haller se humaniza atraves da entrada de Herminia, que tenta reaproxima-lo do mundo, neste caso, uma comunidade simploria, com salas de baile poeirentas e bares pobres. ‘O Lobo da Estepe’ foi escrito quando Hesse tinha 50 anos, como seu personagem, e estava influenciado pela psicanalise.

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Sagarana – João Guimarães Rosa

Descrição do livro

Sagarana – Nove contos que revolucionaram a literatura regionalista no Brasil. Em histórias como “O burrinho pedrês”, “Corpo fechado” e “A hora e vez de Augusto Matraga”, o sertão mineiro cria vida na linguagem mágica inventada pelo gênio de Guimarães Rosa.


Um Amor Anarquista – Miguel Sanches Neto

Descrição do livro

Um grupo de italianos testa, na prática social, os princípios do anarquismo, formando uma família em que a mulher vive com mais de um homem. Os filhos pertenceriam à colônia, a uma idéia, a uma causa. A Colônia Socialista Cecília, na cidade de Palmeira, no Paraná, permanece um tabu entre paranaenses. Mas aqui, neste ‘Um amor anarquista’, a história toma forma e ganha protagonistas. Miguel Sanches Neto, um dos mais importantes autores brasileiros da atualidade, recria em esta experiência inovadora, mesclando fatos históricos e imaginários.



Mulheres de Cabul - Harriet Logan

  Título: Mulheres de Cabul
  Autora: Harriet Logan
  Páginas: 108
  Editora: Geração Editorial – Ediouro
  Avaliação: 







 Sinopse: O livro ‘Mulheres de Cabul’, da premiada fotógrafa inglesa Harriet Logan, amplia, de maneira mais realista, o universo afegão mostrado em ‘O Caçador de Pipas’, de Khaled Hosseini, e em ‘O Livreiro de Cabul’, de Asne Seierstad, os principais bestsellers deste ano em todas as listas. Com mais uma vantagem: traz dezenas de belíssimas fotos. Trata-se de uma reportagem viva, emocionante, quase inacreditável, que supera qualquer ficção. Harriet visitou o Afeganistão para ouvir e fotografar dezenas de mulheres durante o regime do Taleban e depois dele. 
Durante o regime do Taleban, de setembro de 1996 a outubro de 2001, as mulheres do Afeganistão foram submetidas a absurdas leis repressoras, como não poder trabalhar fora nem freqüentar escolas. Era proibido rir em público, ouvir música, empinar pipas, e fotografias eram consideradas formas de idolatria. 
Foi nesse mundo de trevas que Harriet Logan mergulhou em busca de histórias e imagens humanas e dolorosas, a convite da London Sunday Times Magazine, em dezembro de 1997, quinze meses depois que o Taleban havia assumido o controle do Afeganistão. Era uma missão perigosa, mas o risco valeu a pena, como se pode confirmar nas páginas de ‘Mulheres de Cabul’. 
Algumas das mulheres ouvidas e fotografadas em 1997 foram novamente visitadas por Harriet após a queda do Taleban, em 2001, como Zargoona (professora de física antes do regime do Taleban), que chorou nas duas vezes em que recebeu Harriet em casa. Sanam, uma garota de nove anos, que sonha em ser médica, pôde comemorar os novos tempos de liberdade com sua boneca chamada Sadaf. ‘Quando os Talebans estavam aqui, eu precisava esconder minha boneca atrás de mim, porque se eles a encontrassem, teriam me batido.’


Esse foi um livro totalmente fora dos padrões de livros que eu leio, mas totalmente lindo, triste, e gratificante. Ele me fez enxergar o quanto nós mulheres ocidentais temos sorte. Temos acesso à educação, liberdade de expressão, a simplesmente poder andar na rua com uma ou mais amigas.

Mulheres de Cabul é um livro documentário, com fotos e informações reais. É um livro muito rápido de ler, pois além de conter muitas fotos entre as páginas, todos os depoimentos são curtos e comoventes.

A fotógrafa Harriet Logan esteve no Afeganistão nos anos de 1997 e 2001, entrevistando mulheres comuns, sofridas, algumas estudadas, outras privadas até da educação mais básica.

Em 1997 Cabul estava recebendo o regime Taleban, que trouxe principalmente modificação a vida das mulheres, já que o regime não considera legítimo nenhum direito básico feminino. Algumas mulheres acreditavam numa mudança para melhor já que a guerra civil no passado já havia tirado muitas vidas. Dentre as principais modificações estava a proibição de música, mulheres inteiras cobertas com a burkha, a proibição das mulheres andarem sozinhas na rua, punições absurdas e violentas por motivos banais, proibição das mulheres trabalharem e até de frequentarem as escolas, e as fotografias.

Para muitas dessas mulheres o único alento era estudar, aprender e acreditar num mundo melhor e até isso lhes foi negado, muitas começaram a perecer em vida, porque sem um marido para prover o sustento e com filhos para criar a única solução era trabalhar, mas com a entrada do regime Taleban isso não era mais possível e muitas dessas mulheres passaram a sofrer com a fome, as doenças, e também com a tristeza de verem seus filhos com fome, e para tanto passaram a ter que burlar o sistema ou simplesmente mendigar. 

Todas as histórias te fazem refletir, sofrer junto com essas mulheres, amá-las, admirá-las, te fazem acordar para outra realidade.

Dentre todas as histórias que me chamaram a atenção, está a de Zargoona, ex professora de Física na escola Politécnica, uma mulher que foi totalmente destruída dentre tantas com histórias tão semelhantes e tão doídas, me dói saber que agora mulheres ainda passam por isso, me dói saber que Zargoonas ainda existem por aí em situações semelhantes. E que aquela já não existe mais.



A Cidade do Sol - Khaled Hosseini

Descrição
Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: 'Você pode ser tudo o que quiser.' Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do 'todo humano', somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.



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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

ASSIM FALOU ZARATUSTRA - Nietzsche


Os títulos das obras de Nietzsche são peculiares em relação aos dos textos filosóficos em geral: na maioria deles não encontramos termos como “crítica”, “ensaio” ou “tratado”, mas expressões ou substantivos evocativos, por vezes de natureza poética. Mesmo entre esses títulos, Assim falou Zaratustra tem sua peculiaridade própria.

Primeiro, quem é esse personagem? Ele se baseia numa personalidade histórica, da qual, porém, sabe-se muito pouco. Zaratustra ou Zoroastro - seu nome grego - viveu em algum momento entre os séculos XII e VI a.C., na Pérsia. A ele se atribui uma concepção do universo em que o mal ou a escuridão se acha em perene conflito com o bem ou a luz, doutrina que depois seria registrada no Zend-Avesta. Numa passagem de Ecce homo, Nietzsche justifica da seguinte maneira a escolha desse personagem: “Zaratustra foi o primeiro a ver na luta entre o bem e o mal a roda motriz na engrenagem das coisas - a transposição da moral para o plano metafísico, como força, causa, fim em si, é obra sua”.

Sabemos que no século XIX havia grande interesse por temas orientais na Europa: o orientalismo, e especialmente o zoroastrismo, estava em voga. Nos cinquenta anos antes da publicação do Zaratustra, apareceram mais de vinte livros sobre o Zend-Avesta e seu inspirador. E, sendo Nietzsche um filólogo clássico, que tinha amigos especializados em culturas orientais, era inevitável que se interessasse pelo tema.

O livro foi escrito e publicado por partes, e Nietzsche ainda pensou em escrever mais duas, no fim das quais Zaratustra morreria. Em meados de 1883 apareceu a parte I, incluindo o prólogo e os 22 discursos, mas sem indicação de que era apenas a primeira. No fim do mesmo ano foi publicada a segunda, e em 1884 a terceira, que ele acreditava ser a última. Mas já no ano seguinte fez imprimir, numa edição de apenas 45 exemplares, a “quarta e última parte”, e disse aos amigos que não pensava em torná-la realmente pública. Em 1887, juntou as três primeiras num só volume. O livro tal como o conhecemos hoje foi publicado em 1892, quando Nietzsche já estava louco.

Um dos trabalhos filosóficos mais lidos e influentes de todos os tempos,Assim falou Zaratustra talvez deva sua extraordinária fortuna ao seu caráter híbrido: filosofia, religião e literatura nele se juntam de maneira complexa e atraente. Ao publicar Além do bem e do mal, livro imediatamente posterior, Nietzsche revelou ao amigo Jacob Burckhardt que a nova publicação continha “as mesmas coisas que havia dito antes pela boca de Zaratustra, mas de modo diferente, bem diferente”. De fato, o leitor reconhecerá, na linguagem metafórica e alegórica dos discursos e diálogos de Zaratustra, muitas das ideias que seriam desenvolvidas em prosa reflexiva nas obras posteriores - ou que já haviam sido abordadas emAurora e A gaia ciência, livros aos quais ele chegou a se referir como “comentários ao Zaratustra antes que ele aparecesse”.


RAÍZES DO BRASIL - Sérgio Buarque de Holanda

RAÍZES DO BRASIL (NOVA EDIÇÃO)

Nunca será demasiado reafirmar que Raízes do Brasil inscreve-se como uma das verdadeiras obras fundadoras da moderna historiografia e ciências sociais brasileiras. Tanto no método de análise quanto no estilo da escrita, tanto na sensibilidade para a escolha dos temas quanto na erudição exposta de forma concisa, revela-se o historiador da cultura e ensaísta crítico com talentos evidentes de grande escritor. A incapacidade secular de separarmos vida pública e vida privada, entre outros temas desta obra, ajuda a entender muito de seu atual interesse. E as novas gerações de historiadores continuam encontrando, nela, uma fonte inspiradora de inesgotável vitalidade. Todas essas qualidades reunidas fizeram deste livro, com razão, no dizer de Antonio Candido, "um clássico de nascença".



Mulheres Que Correm Com os Lobos - Clarissa Pinkola Estés

Os lobos foram pintados com um pincel negro nos contos de fada e até hoje assustam meninas indefesas. Mas nem sempre eles foram vistos como criaturas terríveis e violentas. Na Grécia antiga e em Roma, o animal era o consorte de Artemis, a caçadora, e carinhosamente amamentava os heróis. A analista junguiana Clarissa Pinkola Estés acredita que na nossa sociedade as mulheres vêm sendo tratadas de uma forma semelhante. Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, Clarissa descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna. Seu livro, Mulheres que correm com os lobos, ficou durante um ano na lista de mais vendidos nos Estados Unidos.

Abordando 19 mitos, lendas e contos de fada, como a história do patinho feio e do Barba-Azul, Estés mostra como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se rebelavam. Segundo a analista, a exemplo das florestas virgens e dos animais silvestres, os instintos foram devastados e os ciclos naturais femininos transformados à força em ritmos artificiais para agradar aos outros. Mas sua energia vital, segundo ela, pode ser restaurada por escavações "psíquico-arqueológicas" nas ruínas do mundo subterrâneo. Até o ponto em que, emergindo das grossas camadas de condicionamento cultural, apareça a corajosa loba que vive em cada mulher.


O AUTOR

Clarissa Pinkola Estés, Ph.D., é uma acadêmica de renome internacional, poetisa premiada, psicanalista junguiana diplomada e cantadora (guardiã das velhas histórias na tradição latina). É autora do clássico Mulheres que correm com os lobos (além de diversos outros livros), que ganha sucessivas reimpressões pela Rocco desde o seu lançamento. 





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Vidas Secas - Graciliano Ramos


Considerada a obra mais importante do movimento realista da literatura brasileira,Vidas Secas nunca esteve tão atual, principalmente quando pensamos que nos dias atuais o que mudou foi o mapa geográfico da seca retratado na obra. Se antes eram exôdos rurais, hoje o Brasil vive na iminência de um êxodo urbano.
Empurrados pela seca, a família de Sinhá Vitória e Fabiano empenha uma jornada em busca de meios à sobrevivência. Na obra, o que chama atenção é que, a única personagem humanizada e com sentimentos é a cachorra Baleia e também é a única que possui um nome. As outras personagens são referidas pelos cargos que ocupam ou posição genética na família, tais como filho mais novo.
Vidas Secas é um mergulho profundo na miséria humana no que diz respeito a explorar o próximo em situações de calamidade, tal como a seca. O que impressiona é a crítica de Graciliano Ramos: profética e atual.



Os Miseráveis - Victor Hugo

Esta obra monumental do escritor francês Victor Hugo é fundamental não apenas para se compreender a questão da miséria humana, mas também para quem deseja ter acesso a críticas e percepções do período revolucionário que resultou na fundação do Estado francês. Inúmeras críticas tecidas pelo escritor podem ser muito bem adaptadas e trazidas para o atual contexto político, principalmente quando pensamos na atual fase da Europa e dos novos movimentos revolucionários.
Os Miseráveis não chamou apenas a atenção, à época, por conta de seu teor crítico, mas, principalmente, por ter como protagonistas um presidiário (Jean ValJean), uma prostituta (Fantine) e uma criança explorada por adultos (Cosette). Tal escolha de personagens foi considerado um escândalo, pois, à época, os romances apenas retratavam o cotidiano da realeza e da burguesia.
A partir da narrativa de Jean, Fantine e Cosette, Victor Hugo mergulha na hipocrisia humana e como está dividida entre “ambiciosos” e “invejosos” e que tal divisão é parte da cultura e, portanto, presente desde a educação infantil. Ao mesmo tempo em que o autor desnuda a “sociedade de bem”, ele dá voz aos sujeitos subalternos que passam ao largo da Revolução Francesa.




Crepúsculo dos Ídolos – Friedrich Nietzsche

Descrição do livro

“Crepúsculo dos Ídolos” foi a penúltima obra de Nietzsche, escrita e impressa em 1888, pouco antes de o filósofo perder a razão. O próprio Nietzsche a caracterizou como um aperitivo, destinado a abrir o apetite dos leitores para a sua filosofia. Trata-se de uma síntese e introdução a toda a sua obra, e ao mesmo tempo uma “declaração de guerra”. É com espírito guerreiro que ele se lança contra os “ídolos”, as ilusões antigas e novas do Ocidente: a moral cristã, os grandes equívocos da filosofia, as idéias e tendências modernas e seus representantes. De tão variados e abrangentes, esses ataques compõem um mosaico dos temas e atitudes do autor: o perspectivismo, o “aristocratismo”, o realismo ante a sexualidade, o materialismo, a abordagem psicológica de artistas e pensadores, o antigermanismo, a misoginia.


A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

Descrição do livro

A Sombra do Vento é uma narrativa de ritmo eletrizante, escrita em uma prosa ora poética, ora irônica. O enredo mistura gêneros como o romance de aventuras de Alexandre Dumas, a novela gótica de Edgar Allan Poe e os folhetins amorosos de Victor Hugo. Ambientado na Barcelona franquista da primeira metade do século XX, entre os últimos raios de luz do modernismo e as trevas do pós-guerra, o romance de Zafón é uma obra sedutora, comovente e impossível de largar. Além de ser uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros, é um verdadeiro triunfo da arte de contar histórias. Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de “A Sombra do Vento”, do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Na verdade, o exemplar que Daniel tem em mãos pode ser o último existente. E ele logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível.

A Longa Marcha - Sun Shuyun

Sinopse

A Longa Marcha é o mito fundador da China de Mao Tse-tung. Em 1934, o exército comunista, que pode ter chegado a 200 mil pessoas, foi expulso de suas bases pelas tropas nacionalistas de Chiang Kaishek. Empreendeu então uma travessia que superou os dez mil quilômetros. Estima-se que apenas um quinto chegou até o fim. Os sobreviventes fundaram a nova China não sobre a história da Longa Marcha, mas sobre a lenda. Ela se tornou a peça de propaganda da revolução. Setenta anos depois, em 2004, a autora refez a marcha do exército comunista e encontrou mais do que foi buscar.
Seu livro dá voz aos homens e mulheres que atravessaram a China com os pés enrolados em trapos. Restaram poucos não apenas porque os expurgos, as doenças, o frio e a fome mataram mais do que o inimigo, mas porque as deserções foram maiores do que as mortes em batalhas.
Em suas páginas, Chen confessa que se alistou para ganhar seu primeiro sapato. Huang narra os dias em que esperou sua vez na fila para beber a urina dos cavalos dos oficiais - único remédio disponível para soldados com diarréia. Wang conta que deixou um rastro de sangue na neve. Chegou ao topo da montanha viva, mas nunca mais menstruou. É a própria China que emerge das lembranças. Sua geografia, sua cultura, suas dores.

Título: A Longa Marcha
Subtítulo: A História do Mito Fundador da China Comunista
Autor: Sun Shuyun
Editora: Arquipélago Editorial
Edição: 1
Ano: 2007
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 336 páginas
ISBN: 85-6017-103-7
Peso: 420g
Dimensões: 210mm x 140mm

O Livro de Scardanelli - Erico Nogueira

O Livro de Scardanelli

Erico Nogueira

SinopseO Livro de Scardanelli

"Desde a publicação de O mundo como Idéia tenho ouvido coisas impressionantes dos jovens que sabem onde me encontrar e portanto lá vão. O que mais me impressionou recentemente foi um certo jovem poeta. Não vou dizer-lhe o nome, e certamente todos vão saber quem é, um erudito, a pessoa que mais me recorda José Guilherme Merquior, sem o qual me é muito difícil viver."

Trecho do discurso de Bruno Tolentino ao receber o Prêmio Senador José Ermírio de Moraes em 2003, proferido na Academia Brasileira de Letras.

Este livro foi vencedor do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura na categoria Poesia.

Ficha Técnica:
Número de Páginas: 132
Editora: É Realizações
Idioma: Português (Brasil)
ISBN: 978-85-88062-66-5
Dimensões do Livro: 14 x 21 cm

Contos da Arábia - O Camponês o Rei e o Sheik - Amina Shah

Volume inaugural da coleção “Contos da Arábia”da Kadyc Editorial. As três histórias que o compõem são contadas pela estudiosa do folclore árabe, Amina Shah. A primeira narra a história de um jovem príncipe que deve provar sua aptidão ao trono do pai. Na segunda, ocorre um debate peculiar (por gestos) na corte do Cairo. Na terceira, um rei invejoso quer destruir um homem lendário por sua justiça e honestidade.

A Comédia dos Erros - William Shakespeare

COMÉDIA DOS ERROS, A

THE COMEDY OF ERRORS

Tradução de Beatriz Viégas-Faria

A comédia dos erros é tida pelos pesquisadores como a primeira peça de Shakespeare, com sua estréia nos palcos tendo ocorrido provavelmente em 1594. Os erros a que se refere o título são enganos provocados pelas pessoas que conversam alternadamente com um gêmeo e o outro, sendo um residente de Éfeso, onde se passa a ação, e o outro, estrangeiro. Os gêmeos são idênticos e têm ambos o mesmo nome: Antífolo. As confusões multiplicam-se, assim como a comicidade da trama, porque há mais um par de gêmeos idênticos em cena, os irmãos que atende pelo nome de Drômio.




Entretanto, A comédia dos erros não deve ser confundida com uma comédia leve. Muito ao gosto de Shakespeare, ainda que em sua estréia como dramaturgo, os diálogos introduzem considerações sobre a condição feminina e sobre a condição servil; há credores e devedores e a honra de cada um; discute-se o lugar do ciúme no casamento; existe uma autoridade política que procura administrar justiça com compaixão; mais importante ainda, há a moderna busca pela identidade própria. (Trechos da introdução de Beatriz Viégas-Faria.)



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