domingo, 27 de dezembro de 2015

1º volume - Os Subterrâneos da Liberdade - Os Ásperos Tempos (Jorge Amado)

O escritor baiano Jorge Amado (1912-2001) escreveu no início da década de 50 o romance tripartido “Os Subterrâneos da Liberdade” (1. Os ásperos tempos,2. Agonia da noite e 3. A luz no túnel).
A história se passa durante a ditadura fascista da administração Getúlio Vargas no chamado Estado Novo.
Jorge Amado descreve com maestria a luta do povo brasileiro, sob a direção do PCB, contra o domínio imperialista e o fascismo de Vargas. A atividade clandestina do Partido Comunista, em meio à greves, atos e manifestações operárias e populares, percorre todo o romance.
E, se por um lado mostra a ação dos revolucionários, por outro, revela a asquerosa atuação das classes dominantes que utilizam todos seus meios sujos para deter as massas populares e o Partido Comunista. Denuncia as torturas cometidas pelo Estado Brasileiro contra os comunistas e, a cada linha, demonstra a superioridade moral da classe operária ante a degenerada moral burguesa.
É, sem dúvida, um romance otimista, irradiador de esperança. Acredita e propaga a força indestrutível das massas populares e, mesmo sob as condições mais difíceis, encherga a luz no fim do túnel. Uma grande obra da literatura nacional.

O Zahir -Paulo Coelho

Uma fascinante história sobre o significado e o poder do amor, e sobre a relação íntima entre a liberdade, a realização pessoal e a necessidade que cada um tem de alcançar seus objetivos.

O protagonista de 'O Zahir' é um autor de renome internacional, casado há 10 anos com Esther, uma jornalista bem-sucedida.

Um dia Esther desaparece e as autoridades decidem interrogar o marido. Todos se perguntam se ela teria sido sequestrada, assassinada, ou se simplesmente resolvera abandonar um casamento que a deixava insatisfeita. Ele não tem as respostas, mas, pouco a pouco, começa a questionar a própria existência.

Passado algum tempo, um amigo de Esther encontra o escritor e promete levá-lo até sua mulher. Os dois deixam para trás o glamour parisiense e embarcam numa viagem ao Cazaquistão.

É nesse lugar, marcado por uma história trágica e espiritualmente poderosa, que o escritor faz descobertas surpreendentes sobre si mesmo.

Mais uma vez, Paulo Coelho prova seu valor como contador de fábulas contemporâneas, mesclando histórias irresistíveis e a eterna busca por iluminação.

O Prisioneiro – Erico Verissimo

O Prisioneiro – Erico Verissimo


O Prisioneiro – Envolvido numa guerra fratricida em terra estrangeira, um tenente prestes a voltar a seu país presencia uma cena dramática: uma bomba destrói o bordel onde ele estava poucos momentos antes e mata a moça por quem se apaixonara. Um dos terroristas, capturado logo depois pelas forças aliadas, é um jovem de apenas dezenove anos cujas feições o remetem à amante morta. O coronel encarrega o oficial de interrogar o prisioneiro e descobrir o paradeiro de uma segunda bomba. Não há tempo a perder. O tenente tem duas horas para obter a verdade. Escrito em 1967, o romance se inspira nos eventos da Guerra do Vietnã. Érico Veríssimo descreveu-o como “fábula moderna sobre vários aspectos da estupidez humana”, entre os quais a guerra e o racismo. O tenente negro sofre preconceito em sua terra natal. Reluta se deve ceder à engrenagem – a mesma que tirou a vida de seu pai. A vida e a dignidade de um homem valem menos do que a vida das muitas pessoas que o tenente poderia salvar? Os fins justificam os meios? Romance de conteúdo antibelicista com profunda repercussão moral, O prisioneiro suscita questões urgentes ainda em nossos dias.

Antologia Poética de Lêdo Ivo

Antologia Poética De Lêdo Ivo - Coleção Super Prestígio

Editora: Ediouro Publicacoes - Grupo Ediouro

Ledo Ivo é um poeta lírico extremamente denso, o canto lhe é essencial. Uma aspiração de ficar, durar, vencer o tempo, vencer a morte caracteriza sua poesia. Percebe-se nos versos intuição, lucidez crítica, ordenação, sistemacidade, harmonia. E um grande fascínio pela mocidade - um fogo interior, uma vibração na juventude, ou de descoberta de vida.

O Homem do Princípio ao Fim - Millôr


Ao fazer esta peça, Millôr traça um grande painel da trajetória humana de Adão até a Bomba H, esmiuçando os seus sentimentos, medos, mesquinharias, lutas e sua capacidade de criar e... destruir. Como "colagem", a peça se desenvolve com a inserção freqüente de citações de autores consagrados como Shakespeare, Gonçalves Dias, Rubem Braga, Joyce etc... É o homem fazendo e contando a história. 


O homem do princípio ao fim é mais uma vez o exercício da inteligência, do humor e do profundo interesse de Millôr Fernandes pelo ser humano. Ao fazer esta peça, Millôr traça um grande painel da trajetória humana de Adão até a Bomba H, esmiuçando os seus sentimentos, medos, mesquinharias, lutas e sua capacidade de criar e... destruir. Como "colagem", modalidade de espetáculo em que Millôr é pioneiro, a peça se desenvolve com a inserção freqüente de citações de autores consagrados como Shakespeare, Gonçalves Dias, Rubem Braga, Joyce etc. É o homem fazendo e contando a história.

O jornalista e humorista consagrado junta-se ao crítico da condição humana. E utilizando justamente a inteligência, o maior dos atributos humanos, Millôr leva-nos da perplexidade à mais gostosa gargalhada. É a história do Homem, desde o princípio até, quem sabe, seu fim.

Escrita e encenada no final da década de 60, este texto (como Liberdade, liberdade) mantém-se incrivelmente bela e atual. Sua reedição no início do novo milênio é uma homenagem à sua generosa mensagem e ao humanismo de que está impregnada toda a obra de Millôr Fernandes.

Uma Mulher Vestida de Sol - Ariano Suassuna

Uma Mulher Vestida de Sol foi a primeira grande tragédia produzida no Nordeste. Escrita para um concurso promovido pelo Teatro do Estudante de Pernambuco, em 1947, e classificada em primeiro lugar, deu início também à carreira de autor teatral de Ariano Suassuna. 

Segundo Suassuna, Uma Mulher Vestida de Sol era, ainda, sua primeira tentativa de recriar o romanceiro popular nordestino. Salientei, na época, a semelhança existente entre a terra da Espanha e o sertão, o romanceiro ibérico e o nordestino. Tomei um romance popular do sertão e tratei-o dramaticamente, nos termos da minha poesia - ela também filha do romanceiro nordestino e neta do ibérico. Procurei conservar na minha peça o que há de eterno, de universal e de poético no nosso riquíssimo cancioneiro onde há obras primas de poesia épica, especialmente na fase denominada do pastoreio.

Para Hermilo Borba Filho, o caráter puritano da primeira versão, quando o autor ainda era protestante, diluiu-se e a peça ganhou uma atmosfera de amor e violência comparável à das elisabetanas, que une os elementos sangue, honra, família, incesto, nas exatas medidas dramáticas. E aqui ainda o dramaturgo obedece fielmente à tradição clássica quando joga, dentro da atmosfera trágica, a comicidade do Bacharel Orlando de Almeida Sapo e do Delegado de Policia, figuras ridículas e chãs, em contraste com a estrutura dos demais personagens.



Sangue Estranho - Mikhail Sholokhow


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Marina – Carlos Ruiz Zafón

Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo – uma mariposa negra – diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos. Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade – antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A Manhã de Um Senhor - Leon Tolstoi


Trata-se de "A manhã de Um Senhor" (Editora Minha. Coleção Biblioteca de Ouro da Literatura Universal. 95 págs.), escrito por Léon Tolstói, ou Leão Tolstói, como alguns conhecem. Este pequeno livro traz além desta narração sobre as atividades de uma manhã de um jovem senhor, responsável por uma aldeia de camponeses, mais dois pequenos contos em sequencia: "Três Mortos" e "O Sonho".

Trata-se da narração das atividades matutinas de um jovem senhor, o príncipe Nekliudov, que cursava o terceiro ano de um curso universitário e que, depois de ter conhecimento das tristes realidades dos aldeões das propriedades de sua família, decide abandonar os estudos para dedicar-se ao governo destes camponeses, desejoso de melhorar-lhes a vida.

Depois de visitar numa só manhã quatro "isbás" (chalés ou casas em estilo camponês), acaba voltando para casa com o sentimento de frustração, pois na ânsia de mudar a situação das pessoas descobre que precisaria mudar elas, mas isso é mais difícil do que mudar ele mesmo.

Livrinho interessante este, levando em consideração o contexto do autor, a dura realidade social da Russia naquele momento histórico em que viveu Tolstói. De fato, ele mesmo acaba abandonando a própria família e riqueza para ser mais coerente com sua "ideologia" social-religiosa, negando o luxo a si por causa da miséria de tantos outros irmãos russos.

Os outros dois contos (que acredito que estão nesta edição por escolha da Editora que publicou esta coleção) trazem também um certo pensamento sobre a vida humana e o valor que se dá a ela. Em "Três Mortos" fica claro a referência ao fim da vida e a necessidade de edificação da moral e do caráter enquento existe possibilidade, pois ao fim da vida serão necessários como fortaleza diante do drama definitivo. Além disso a necessária confiança no além morte, confiança no Deus que nos quer dar uma vida eterna, justa com aquilo que se buscou viver enquanto gozava o dom da vida. É interessante que a última morte é a de uma árvore, algo curioso mas que mostra o quanto Tolstói também relaciona a natureza com este derradeiro fim da vida frágil que temos.

O último conto, "O Sonho", traz-nos a história de um velho príncipe, Mikail Ivanovitch, que tinha uma filha que era considerada por ela a joia de sua casa. Ela cresceu bela e formosa como era o esperado, mas não conseguia concretizar o sonho do pai de realizar bom casamento e elevar ainda mais a dignidade social da família. Pelo contrário, ela acaba aventurando-se em alguns namoricos até conhecer um sueco que lhe engravida. Pois Mikail ficou tão triste e decepcionado que desprezou a filha, sem mais querer vê-la na sua frente. A moça e seu futuro filho foram morar em outra cidade, mas o príncipe insistia em não a ver até que foi convencido a procurá-la pelo menos para entregar-lhe algum dinheiro e vê-la mais uma vez. Vendo-a, acidentalmente, acaba por deixar seu coração de pai falar mais alto, não conseguindo renegar mais sua filha:

A compaixão pela filha revelou ao príncipe seu próprio eu. E ao dar-se conta de como as coisas se haviam passado na realidade, compreendeu até que ponto era culpado diante dela, pelo seu orgulho, a sua frieza e inclusivamente os seus maus sentimentos. Alegrou-o o fato de não ter que perdoar, antes pelo contrário ter de pedir que lhe perdoassem. (TOLSTÓI, León. O Sonho, III)

Apesar de sua conversão para a filha não conseguia aceitar o menino que dela nascera, e isto ficou sendo fonte de sofrimento para a filha do príncipe. 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Cruz de pedra e outros contos - Stefanyk Vassyl

Stefanyk Vassyl. Cruz de pedra e outros contos

  • Файл формата PDF
  •  
  • размером 5,39 МБ
  •  
  • содержит документ формата PDF
  • Добавлен пользователем shrg_brbbkn  
  • Отредактирован  
  • Скачан 1 пользователем
Stefanyk Vassyl. Cruz de pedra e outros contos
Rio de Janeiro: Companhia Brasileira de artes grãficas, 1982. — 65 p.
Sociedade dos amigos da cultura Ukraniana (Curitiba).
Traducão do Ucraniano: Wira Selanski.
Збірка новел Василя Стефаника у перекладі португальською мовою.